“Não vai comer sobremesa?”
Sentar a mesa não é mais como antes. Até o dia da cirurgia, quando olhava o cardápio, pensava da seguinte forma: “Será o suficiente?”. Sempre escolhia porções fartas e não era incomum pedir mais de um prato. Geralmente comia tudo, até me empanzinar.
O fato de pedir muita comida não significa que era comida ruim, gostava de bons pratos, mas sempre exagerava na dose. E depois da cirurgia? Como é ir a um restaurante?
Ao abrir o menu você vê uma infinidade de comidas deliciosas: “Hum! Quero isso, quero esse, mais esse e esse também! Mas... isso tudo vai caber?”. Hoje, a escolha é feita pelo paladar, não mais pelos olhos, e o tamanho da porção ainda tem sua importância, mas a preocupação agora é: “não será muito?”.
Por isso, quando me programo para ir a um restaurante, saiu de casa pensando no tipo de comida que quero comer, e a escolha é feita com critérios de um bom gourmet. Procurando o sabor e a satisfação que terei ao final da refeição.
“Não tem espaço”
domingo, 2 de março de 2008
Um novo jeito de olhar o cardápio.
Postado por
Gustavo dos Santos
às
21:10
4
comentários
Marcadores: melhor apetite, Nova alimentação, porção menor, reeducação alimentar, tamanho da porção
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Reaprendendo comer
“Hum! O que você está comendo?”
Comer é bom, né? Hoje tive minha primeira refeição de verdade, comi gnochi (nhoque), brócolis e carne (bem molinha).
Desde quarta-feira (06/02) venho comendo coisas mais pastosas, purê de batata, legumes refogados e amassados, sopas batidas e sem passar pelo coador, pão de forma sem casca e coisas com texturas parecidas, mas esperei até hoje para contar algo com mais conteúdo.
Em minha opinião, é fase mais perigosa do processo. É o período onde você reaprende a dosar, mastigar e a perceber quando você está satisfeito, e não adianta forçar achando que é só espremer que cabe mais, porque não cabe.
Certos alimentos vão sem problemas, já outros, causam desconforto na hora de engolir e até mesmo depois da refeição. Conversando com operados “mais experientes”, esses desconfortos diminuem com o passar do tempo.
Bom! Recomendo, de experiência própria, aos que forem operar muito cuidado e paciência nessa fase de sua reeducação alimentar e bom apetite...
“Pão na chapa, mas você não pode!”
Postado por
Gustavo dos Santos
às
14:31
1 comentários
Marcadores: alimentação pastosa, cirurgia bariatrica, gía bariátrica, recupeção pós cirurgica, redução do esômago, reeducação alimentar
