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domingo, 2 de março de 2008

Um novo jeito de olhar o cardápio.

“Não vai comer sobremesa?”

Sentar a mesa não é mais como antes. Até o dia da cirurgia, quando olhava o cardápio, pensava da seguinte forma: “Será o suficiente?”. Sempre escolhia porções fartas e não era incomum pedir mais de um prato. Geralmente comia tudo, até me empanzinar.

O fato de pedir muita comida não significa que era comida ruim, gostava de bons pratos, mas sempre exagerava na dose. E depois da cirurgia? Como é ir a um restaurante?

Ao abrir o menu você vê uma infinidade de comidas deliciosas: “Hum! Quero isso, quero esse, mais esse e esse também! Mas... isso tudo vai caber?”. Hoje, a escolha é feita pelo paladar, não mais pelos olhos, e o tamanho da porção ainda tem sua importância, mas a preocupação agora é: “não será muito?”.

Por isso, quando me programo para ir a um restaurante, saiu de casa pensando no tipo de comida que quero comer, e a escolha é feita com critérios de um bom gourmet. Procurando o sabor e a satisfação que terei ao final da refeição.

“Não tem espaço”

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Reaprendendo comer

“Hum! O que você está comendo?”

Comer é bom, né? Hoje tive minha primeira refeição de verdade, comi gnochi (nhoque), brócolis e carne (bem molinha).

Desde quarta-feira (06/02) venho comendo coisas mais pastosas, purê de batata, legumes refogados e amassados, sopas batidas e sem passar pelo coador, pão de forma sem casca e coisas com texturas parecidas, mas esperei até hoje para contar algo com mais conteúdo.

Em minha opinião, é fase mais perigosa do processo. É o período onde você reaprende a dosar, mastigar e a perceber quando você está satisfeito, e não adianta forçar achando que é só espremer que cabe mais, porque não cabe.

Certos alimentos vão sem problemas, já outros, causam desconforto na hora de engolir e até mesmo depois da refeição. Conversando com operados “mais experientes”, esses desconfortos diminuem com o passar do tempo.

Bom! Recomendo, de experiência própria, aos que forem operar muito cuidado e paciência nessa fase de sua reeducação alimentar e bom apetite...

“Pão na chapa, mas você não pode!”